Palavras que voam com o vento
quarta-feira, 25 de outubro de 2017
Primeira visita
No último final de semana a família se reuniu para podermos ficar mais próximo dela. Ainda ela não sabe, pois a consulta é somente amanhã, dia 25. Minha avó tem reclamado constantemente das dores e parecia estar adivinhando o que está por vir. Cobrou a visita de alguns netos e disse que se ela viver por mais um ano está feliz e que se não viver, está feliz também. Ela me pegou de surpresa e fez com que meus olhos enchessem de lágrima. Para amenizar toda essa sensação ruim que estou sentindo, minha amiga enviou um vídeo que me fez repensar em toda essa angústia. Tenho me monitorado e feito o que está ao meu alcance para driblar esse sentimento. O vídeo falava que toda a dor que sentimos, devemos tranformar em amor e é diante das doenças que nos conhecemos como pessoas. E é isso que tem me confortado. Durante o final de semana e com a família, deu para perceber a reação de cada um quando ela falava das dores. Alguns com os olhares tristes, mas, sempre brincando e tentando repassar o amor que sentimos por ela. Estou ansiosa para amanhã, espero que ocorra tudo bem. Estamos confiando e esperando em Deus. A única coisa que não queremos é que ela sofra ainda mais. Que assim seja! <3
sexta-feira, 20 de outubro de 2017
A Descoberta
No início dessa semana minha família recebeu a notícia que minha avó era portadora de Mieloma Múltiplo. O nome caiu como uma bola quente no meu estômago. Mesmo sem pesquisar sobre assunto, já senti uma angústia e fiquei muito preocupada com tudo que estava por vir. Pois então, passei a procurar notícias e relatos para entender um pouco mais sobre o assunto. Eis que com uma pesquisa breve descobri que é um tipo de câncer raro no sangue. Mais precisamente, um câncer das células plasmáticas. A palavra por si só já é algo que abala com a estrutura de qualquer um. Desde terça-feira meus dias têm sido mais longos, ao deitar na cama não durmo como antes, acordo pensando no que podemos fazer para ajudá-la. E não consigo pensar em outra coisa se não em força. Só quem realmente me conhece sabe o quanto prezo pela família e depois disso tenho me sentido perdida. Estou incansávelmente tentando me distrair, buscar um fio que não aparece nítido na minha frente. Na próxima quinta-feira, 26, é a primeira consulta com uma médica hematologista. E o que fazer até lá? Tenho orado pedindo proteção e discernimento para passar por tudo isso. O meu alívio é saber que tenho feito tudo que está ao meu alcance para não me arrepender de nada posteriormente. A única maneira que achei para descarrgar toda essa angústia é escrevendo. E olha, não está sendo fácil... Sempre me pego pensando com os olhos cheios de lágrima. Ela tem apenas 72 anos, mas é tão difícil lidar com isso, raciocinar e ver o que acontece ao meu redor. Força, força e força, precisamos disso mais do que nada. Meu agradecimento vai para as pessoas que mesmo sem saber de nada, arrancam um sorriso e tem nos distraído. Obrigada!
Apresentação
Oi, meu nome é Silvana. Sou natural de Blumenau, mas resido em Joinville. Sou jornalista, apaixonada por fotografia e pela família. Estou procurando um meio para descarregar minhas emoções. Acho que estou no caminho certo e já deveria ter feito algo assim antes, com certeza, já estaria me auxiliando.
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